Por: Érico Caperuto

Uma “nova dieta” que vem sendo bastante comentada na literatura científica e na mídia é a prática do jejum intermitente (JI). Embora essa prática seja bastante estudada, ainda restam muitas perguntas a serem feitas! Leia algumas delas, e as respostas aqui!

Jejum intermitente – Alternativa para dietas de restrição calórica contínuas?

Essa “nova dieta” vem sendo muito comentada na literatura científica e na mídia. Embora o Jejum Intermitente (JI) seja bastante estudado, ainda restam muitas perguntas a serem feitas!

A primeira pergunta é a mais frequente… funciona?  Bom, sempre depende pra que, mas, pensando em jejum, é impossível dissociar das ideias de emagrecimento, perda de peso e melhora dos lipídios sanguíneos.

A resposta pra essa primeira pergunta é Sim! Funciona. A maior parte dos trabalhos científicos produzidos sobre o assunto apresenta, de uma maneira ou de outra, resultados positivos nesses quesitos. (Seimon et al., 2015; Tinsley e La Bounty, 2015)

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A próxima pergunta que provavelmente passa pela sua cabeça pode ser: – Mas é diferente das dietas de restrição calórica (RC) tradicionais?

Essa resposta já pode ser um pouco mais decepcionante do que a anterior. Embora as diferenças práticas sejam bastante perceptíveis, as diferenças metabólicas não são. Os dois trabalhos citados anteriormente apontam semelhanças nos resultados quando o JI é comparado com a RC e o trabalho de Barnosky et al., 2014 traz as semelhanças entre o JI e a RC em relação a seus efeitos (positivos) no diabetes tipo 2.

A adesão é um ponto muito importante quando pensamos em dietas. A ideia de que a restrição calórica é difícil em termos de adesão é verdadeira, mas dietas que são elaboradas para o ganho de massa muscular também apresentam dificuldades semelhantes. Isso mostra que o problema da adesão está relacionado à mudança de hábito, comportamento ou de estilo de vida.

Por isso, o JI vem se mostrando uma alternativa bastante interessante em relação às dietas de restrição calórica tradicionais. Essa manobra, seja a alternância de um dia de restrição (75% da energia) com um dia a vontade (Barnosky, 2014), sejam dois dias de restrição por 5 dias de alimentação normal (Johnstone, 2015) facilita essa mudança de hábitos (embora o termo Jejum pareça extremo) quebrando o paradigma inicial da dieta contínua (o indivíduo fica se perguntado… estou de dieta, mas até quando??) e oferecendo novas oportunidades “instantâneas” de mudar o hábito alimentar.

Mas, embora muitas informações já estejam disponíveis para que conheçamos as características da manobra e seus efeitos no organismo, ainda existem muitas perguntas a serem respondidas, como por exemplo, os efeitos dessa manobra no controle do apetite, quais os efeitos a longo prazo do JI entre outras. Aqui no Exerciência já falamos dos efeitos negativos no apetite das dietas de RC, em particular, as RC que não previne a perda de massa livre de gordura (confira neste link).

Portanto, o JI parece ser uma ideia promissora, mas a participação do seu/sua nutricionista nesse processo, ainda que seja para analisar com você o processo, ou construir o conhecimento a esse respeito é fundamental para que os resultados alcançados sejam os programados!

Bons estudos e bons treinos!